"Tocamos flauta para vós e não dançastes;fizemos lamentações e não chorastes!"
Naquele tempo, disse Jesus:
31 “Com quem hei de comparar os homens desta geração? Com quem eles se parecem?
32 São como crianças que se sentam nas praças, e se dirigem aos colegas, dizendo: ‘Tocamos flauta para vós e não dançastes; fizemos lamentações e não chorastes!’
33 Pois veio João Batista, que não comia pão nem bebia vinho, e vós dissestes: ‘Ele está com um demônio!’
34 Veio o Filho do Homem, que come e bebe, e vós dizeis: ‘Ele é um comilão e beberrão, amigo dos publicanos e dos pecadores!’
35 Mas a sabedoria foi justificada por todos os seus filhos”.
"Não te digo perdoar até sete vezes, mas até setenta vezes sete."
Naquele tempo,
21 Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: “Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?”
22 Jesus respondeu: “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete.
23 Porque o Reino dos Céus é como um rei que resolveu acertar as contas com seus empregados.
24 Quando começou o acerto, levaram-lhe um que lhe devia uma enorme fortuna.
25 Como o empregado não tivesse com que pagar, o patrão mandou que fosse vendido como escravo, junto com a mulher e os filhos e tudo o que possuía, para que pagasse a dívida.
26 O empregado, porém, caiu aos pés do patrão e, prostrado, suplicava: ‘Dá-me um prazo, e eu te pagarei tudo!’
27 Diante disso, o patrão teve compaixão, soltou o empregado e perdoou-lhe a dívida.
28 Ao sair dali, aquele empregado encontrou um dos seus companheiros que lhe devia apenas cem moedas. Ele o agarrou e começou a sufocá-lo, dizendo: ‘Paga o que me deves’.
29 O companheiro, caindo aos seus pés, suplicava: ‘Dá-me um prazo, e eu te pagarei!’
30 Mas o empregado não quis saber disso. Saiu e mandou jogá-lo na prisão, até que pagasse o que devia.
31 Vendo o que havia acontecido, os outros empregados ficaram muito tristes, procuraram o patrão e lhe contaram tudo.
32 Então o patrão mandou chamá-lo e lhe disse: ‘Empregado perverso, eu te perdoei toda a tua dívida, porque tu me suplicaste.
33 Não devias tu também ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?’
34 O patrão indignou-se e mandou entregar aquele empregado aos torturadores, até que pagasse toda a sua dívida.
35 É assim que o meu Pai que está nos céus fará convosco, se cada um não perdoar de coração ao seu irmão”.
"Por que me chamais: 'Senhor! Senhor!', mas não fazeis o que eu digo?"
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:
43 “Não existe árvore boa que dê frutos ruins, nem árvore ruim que dê frutos bons.
44 Toda árvore é reconhecida pelos seus frutos. Não se colhem figos de espinheiros, nem uvas de plantas espinhosas.
45 O homem bom tira coisas boas do bom tesouro do seu coração. Mas o homem mau tira coisas más do seu mau tesouro, pois sua boca fala do que o coração está cheio.
46 Por que me chamais: ‘Senhor! Senhor!’, mas não fazeis o que eu digo?
47 Vou mostrar-vos com quem se parece todo aquele que vem a mim, ouve as minhas palavras e as põe em prática.
48 É semelhante a um homem que construiu uma casa: cavou fundo e colocou o alicerce sobre a rocha. Veio a enchente, a torrente deu contra a casa, mas não conseguiu derrubá-la, porque estava bem construída.
49 Aquele, porém, que ouve e não põe em prática, é semelhante a um homem que construiu uma casa no chão, sem alicerce. A torrente deu contra a casa, e ela imediatamente desabou; e foi grande a ruína dessa casa”.
39 Jesus contou uma parábola aos discípulos: “Pode um cego guiar outro cego? Não cairão os dois num buraco?
40 Um discípulo não é maior do que o mestre; todo discípulo bem formado será como o mestre.
41 Por que vês tu o cisco no olho do teu irmão, e não percebes a trave que há no teu próprio olho?
42 Como podes dizer a teu irmão: Irmão, deixa-me tirar o cisco do teu olho, quando tu não vês a trave no teu próprio olho? Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho, e então poderás enxergar bem para tirar o cisco do olho do teu irmão”.
Sede misericordiosos, como também o vosso Pai é misericordioso."
Naquele tempo, falou Jesus aos seus discípulos:
27 “A vós que me escutais, eu digo: Amai os vossos inimigos e fazei o bem aos que vos odeiam,
28 bendizei os que vos amaldiçoam, e rezai por aqueles que vos caluniam.
29 Se alguém te der uma bofetada numa face, oferece também a outra. Se alguém te tomar o manto, deixa-o levar também a túnica.
30 Dá a quem te pedir e, se alguém tirar o que é teu, não peças que o devolva.
31 O que vós desejais que os outros vos façam, fazei-o também vós a eles.
32 Se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Até os pecadores amam aqueles que os amam.
33 E se fazeis o bem somente aos que vos fazem o bem, que recompensa tereis? Até os pecadores fazem assim.
34 E se emprestais somente àqueles de quem esperais receber, que recompensa tereis? Até os pecadores emprestam aos pecadores, para receber de volta a mesma quantia.
35 Ao contrário, amai os vossos inimigos, fazei o bem e emprestai sem esperar coisa alguma em troca. Então, a vossa recompensa será grande, e sereis filhos do Altíssimo, porque Deus é bondoso também para com os ingratos e os maus.
36 Sede misericordiosos, como também o vosso Pai é misericordioso.
37 Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados.
38 Dai e vos será dado. Uma boa medida, calcada, sacudida, transbordante será posta no vosso colo; porque com a mesma medida com que medirdes os outros, vós também sereis medidos”.