13 “Vós sois o sal da terra. Ora, se o sal se tornar insosso, com que salgaremos? Ele não servirá para mais nada, senão para ser jogado fora e ser pisado pelos homens.
14 Vós sois a luz do mundo. Não pode ficar escondida uma cidade construída sobre um monte.
15 Ninguém acende uma lâmpada e a coloca debaixo de uma vasilha, mas sim, num candeeiro, onde brilha para todos, que estão na casa.
16 Assim também brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e louvem o vosso Pai que está nos céus”.
30 os apóstolos reuniram-se com Jesus e contaram tudo o que haviam feito e ensinado.
31 Ele lhes disse: “Vinde sozinhos para um lugar deserto e descansai um pouco”. Havia, de fato, tanta gente chegando e saindo que não tinham tempo nem para comer.
32 Então foram sozinhos, de barco, para um lugar deserto e afastado.
33 Muitos os viram partir e reconheceram que eram eles. Saindo de todas as cidades, correram a pé, e chegaram lá antes deles.
34 Ao desembarcar, Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor. Começou, pois, a ensinar-lhes muitas coisas.
"É João Batista a quem mandei cortar a cabeça, que ressuscitou."
Naquele tempo,
14 o rei Herodes ouviu falar de Jesus, cujo nome se tinha tornado muito conhecido. Alguns diziam: “João Batista ressuscitou dos mortos. Por isso os poderes agem nesse homem”.
15 Outros diziam: “É Elias”. Outros ainda diziam: “É um profeta como um dos profetas”.
16 Ouvindo isto, Herodes disse: “Ele é João Batista. Eu mandei cortar a cabeça dele, mas ele ressuscitou!”
17 Herodes tinha mandado prender João, e colocá-lo acorrentado na prisão. Fez isso por causa de Herodíades, mulher do seu irmão Filipe, com quem se tinha casado.
18 João dizia a Herodes: “Não te é permitido ficar com a mulher do teu irmão”.
19 Por isso Herodíades o odiava e queria matá-lo, mas não podia.
20 Com efeito, Herodes tinha medo de João, pois sabia que ele era justo e santo, e por isso o protegia. Gostava de ouvi-lo, embora ficasse embaraçado quando o escutava.
21 Finalmente, chegou o dia oportuno. Era o aniversário de Herodes, e ele fez um grande banquete para os grandes da corte, os oficiais e os cidadãos importantes da Galileia.
22 A filha de Herodíades entrou e dançou, agradando a Herodes e seus convidados. Então o rei disse à moça: “Pede-me o que quiseres e eu te darei”.
23 E lhe jurou dizendo: “Eu te darei qualquer coisa que me pedires, ainda que seja a metade do meu reino”.
24 Ela saiu e perguntou à mãe: “Que vou pedir?” A mãe respondeu: “A cabeça de João Batista”.
25 E, voltando depressa para junto do rei, pediu: “Quero que me dês agora, num prato, a cabeça de João Batista”.
26 O rei ficou muito triste, mas não pôde recusar. Ele tinha feito o juramento diante dos convidados.
27 Imediatamente, o rei mandou que um soldado fosse buscar a cabeça de João. O soldado saiu, degolou-o na prisão,
28 trouxe a cabeça num prato e a deu à moça. Ela a entregou à sua mãe.
29 Ao saberem disso, os discípulos de João foram lá, levaram o cadáver e o sepultaram.
1 Jesus foi a Nazaré, sua terra, e seus discípulos o acompanharam.
2 Quando chegou o sábado, começou a ensinar na sinagoga. Muitos que o escutavam ficavam admirados e diziam: “De onde recebeu ele tudo isto? Como conseguiu tanta sabedoria? E esses grandes milagres que são realizados por suas mãos?
3 Este homem não é o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, de Joset, de Judas e de Simão? Suas irmãs não moram aqui conosco?” E ficaram escandalizados por causa dele.
4 Jesus lhes dizia: “Um profeta só não é estimado em sua pátria, entre seus parentes e familiares”.
5 E ali não pôde fazer milagre algum. Apenas curou alguns doentes, impondo-lhes as mãos.
6 E admirou-se com a falta de fé deles. Jesus percorria os povoados das redondezas, ensinando.
21 Jesus atravessou de novo, numa barca, para a outra margem. Uma numerosa multidão se reuniu junto dele, e Jesus ficou na praia.
22 Aproximou-se, então, um dos chefes da sinagoga, chamado Jairo. Quando viu Jesus, caiu a seus pés,
23 e pediu com insistência: “Minha filhinha está nas últimas. Vem e põe as mãos sobre ela, para que ela sare e viva!”
24 Jesus então o acompanhou. Numerosa multidão o seguia e comprimia.
25 Ora, achava-se ali uma mulher que, há doze anos, estava com uma hemorragia;
26 tinha sofrido nas mãos de muitos médicos, gastou tudo o que possuía, e, em vez de melhorar, piorava cada vez mais.
27 Tendo ouvido falar de Jesus, aproximou-se dele por detrás, no meio da multidão, e tocou na sua roupa.
28 Ela pensava: “Se eu ao menos tocar na roupa dele, ficarei curada”.
29 A hemorragia parou imediatamente, e a mulher sentiu dentro de si que estava curada da doença.
30 Jesus logo percebeu que uma força tinha saído dele. E, voltando-se no meio da multidão, perguntou: “Quem tocou na minha roupa?”
31 Os discípulos disseram: “Estás vendo a multidão que te comprime e ainda perguntas: ‘Quem me tocou’?”
32 Ele, porém, olhava ao redor para ver quem havia feito aquilo.
33 A mulher, cheia de medo e tremendo, percebendo o que lhe havia acontecido, veio e caiu aos pés de Jesus, e contou-lhe toda a verdade.
34 Ele lhe disse: “Filha, a tua fé te curou. Vai em paz e fica curada dessa doença”.
35 Ele estava ainda falando, quando chegaram alguns da casa do chefe da sinagoga, e disseram a Jairo: “Tua filha morreu. Por que ainda incomodar o mestre?”
36 Jesus ouviu a notícia e disse ao chefe da sinagoga: “Não tenhas medo. Basta ter fé!”
37 E não deixou que ninguém o acompanhasse, a não ser Pedro, Tiago e seu irmão João.
38 Quando chegaram à casa do chefe da sinagoga, Jesus viu a confusão e como estavam chorando e gritando.
39 Então, ele entrou e disse: “Por que essa confusão e esse choro? A criança não morreu, mas está dormindo”.
40 Começaram então a caçoar dele. Mas, ele mandou que todos saíssem, menos o pai e a mãe da menina, e os três discípulos que o acompanhavam. Depois entraram no quarto onde estava a criança.
41 Jesus pegou na mão da menina e disse: “Talitá cum” — que quer dizer: “Menina, levanta-te!”
42 Ela levantou-se imediatamente e começou a andar, pois tinha doze anos. E todos ficaram admirados.
43 Ele recomendou com insistência que ninguém ficasse sabendo daquilo. E mandou dar de comer à menina.
1 Jesus e seus discípulos chegaram à outra margem do mar, na região dos gerasenos.
2 Logo que saiu da barca, um homem possuído por um espírito impuro, saindo de um cemitério, foi a seu encontro.
3 Esse homem morava no meio dos túmulos e ninguém conseguia amarrá-lo, nem mesmo com correntes.
4 Muitas vezes tinha sido amarrado com algemas e correntes, mas ele arrebentava as correntes e quebrava as algemas. E ninguém era capaz de dominá-lo.
5 Dia e noite ele vagava entre os túmulos e pelos montes, gritando e ferindo-se com pedras.
6 Vendo Jesus de longe, o endemoninhado correu, caiu de joelhos diante dele
7 e gritou bem alto: “Que tens a ver comigo, Jesus, Filho do Deus altíssimo? Eu te conjuro por Deus, não me atormentes!”
8 Com efeito, Jesus lhe dizia: “Espírito impuro, sai desse homem!”
9 Então Jesus perguntou: “Qual é o teu nome?” O homem respondeu: “Meu nome é ‘Legião’, porque somos muitos”.
10 E pedia com insistência para que Jesus não o expulsasse da região.
11 Havia aí perto uma grande manada de porcos, pastando na montanha.
12 O espírito impuro suplicou, então: “Manda-nos para os porcos, para que entremos neles”.
13 Jesus permitiu. Os espíritos impuros saíram do homem e entraram nos porcos. E toda a manada — mais ou menos uns dois mil porcos — atirou-se monte abaixo para dentro do mar, onde se afogou.
14 Os homens que guardavam os porcos saíram correndo e espalharam a notícia na cidade e nos campos. E as pessoas foram ver o que havia acontecido.
15 Elas foram até Jesus e viram o endemoninhado sentado, vestido e no seu perfeito juízo, aquele mesmo que antes estava possuído por Legião. E ficaram com medo.
16 Os que tinham presenciado o fato explicaram-lhes o que havia acontecido com o endemoninhado e com os porcos.
17 Então começaram a pedir que Jesus fosse embora da região deles.
18 Enquanto Jesus entrava de novo na barca, o homem que tinha sido endemoninhado pediu-lhe que o deixasse ficar com ele.
19 Jesus, porém, não permitiu. Entretanto, lhe disse: “Vai para casa, para junto dos teus e anuncia-lhes tudo o que o Senhor, em sua misericórdia, fez por ti”.
20 E o homem foi embora e começou a pregar na Decápole tudo o que Jesus tinha feito por ele. E todos ficavam admirados.