quarta-feira, 11 de outubro de 2017

SOU MENINO, SOU MENINA!

    Encontrei no twitter um vídeo de lavar a alma daqueles que combatem o bom combate, como escreve o apóstolo judeu Paulo de Tarso, outrora chamado de Saulo.
     É que os filhos das trevas, aqueles que seguem as trevas e se recusam a seguir a Luz de Cristo, sob a influência da serpente primitiva, o pai da mentira, andam por aí espalhando uma tal "ideologia de gênero" em que (alegam) o corpo nasce homem (com próstata e testículos)  ou mulher (com útero e ovário) - porém, segundo eles, a pessoa pode "escolher" o que deseja ser vida afora!
      Ora, não é isso querer desafiar o Criador??? Não é essa uma doutrina diabólica???



sexta-feira, 29 de setembro de 2017

PELOS SINAIS NÃO HÁ MAIS DÚVIDAS

    Vivemos tempos assustadores. Satanás está solto no mundo, já foi-lhe concedido o pequeno tempo que lhe resta para destruir almas. É uma pena! Quantas vidas serão perdidas! Santo Deus, Tende piedade de nós!
       Começam contra a família, o mais sagrado patrimônio da humanidade. Primeiramente, tentaram unificar a figura dos pais. no pior sentido possível, contrariando a criação divina, colocando na cabeça da criança que ela pode viver feliz tendo dois pais, dois homens, ou, duas mães, duas mulheres, com um deles ou delas fazendo o papel de macho e o outro ou a outra fazendo o papel de fêmea. É a demoníaca filosofia de gênero! Agora, em exposições ditas de "arte", induzem inocentes crianças em pedofilia velada!
COVARDES PEDÓFILOS, TRAVESTIDOS DE "ARTISTAS" CORROMPEM ATÉ CRIANÇAS SEM NENHUM CONSTRANGIMENTO!

    Somente aos escolhidos é dada a graça de conhecer o tempo do fim. Coragem, irmãos e irmãs! O Senhor nunca deixa o justo no abandono! Chegará o tempo, está no início das dores, onde é preciso muita renúncia e persistência para chegar até o fim. E quem perseverar até o fim será salvo!

CANALHAS ENGANADORES, PEDÓFILOS MALDITOS, VOCÊS TERÃO A SUA PAGA! O CASTIGO IGUAL A SODOMA E GOMORRA CHEGARÁ ATÉ VOCÊS!

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

AMAZING GRACE (GRAÇA MARAVILHOSA)

    A música não é nova mas é extremamente bonita e comovente. E o ensinamento dela emanante é o mesmo ontem, hoje e sempre.
      Somos miseráveis enquanto ainda não libertos por Cristo. Mas seremos livres e eternamente recompensados pela Graça do Senhor  de Israel. Como diz Paulo na Carta aos Romanos, capítulo 5, versículo 20: "Onde abundou o pecado; superabundou a graça".

 

domingo, 3 de setembro de 2017

JESUS COBRA COERÊNCIA COM A CRUZ

No Evangelho deste domingo, a Igreja dá continuidade à meditação sobre a profissão de Fé de São Pedro, agora salientando as palavras duríssimas de Jesus ao príncipe dos Apóstolos: "Vai para longe, Satanás! Tu és para mim uma pedra de tropeço, porque não pensas as coisas de Deus, mas sim as coisas dos homens!"

Como é que São Pedro pode ser elogiado por sua fé para logo em seguida sofrer a mais dura reprimenda que Jesus já fez a alguém? É o que Padre Paulo Ricardo responde nesta homilia, explicando a necessidade da cruz para nosso crescimento na caridade.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt 16, 21-27)

Naquele tempo, Jesus começou a mostrar a seus discípulos que devia ir a Jerusalém e sofrer muito da parte dos anciãos, dos sumos sacerdotes e dos mestres da Lei, e que devia ser morto e ressuscitar no terceiro dia.

Então Pedro tomou Jesus à parte e começou a repreendê-lo, dizendo: "Deus não permita tal coisa, Senhor! Que isso nunca te aconteça!"

Jesus, porém, voltou-se para Pedro e disse: "Vai para longe, Satanás! Tu és para mim uma pedra de tropeço, porque não pensas as coisas de Deus, mas sim as coisas dos homens!"

Então Jesus disse aos discípulos: "Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga. Pois, quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de mim, vai encontrá-la.

De fato, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro, mas perder a sua vida? O que poderá alguém dar em troca de sua vida? Porque o Filho do Homem virá na glória do seu Pai, com os seus anjos, e então retribuirá a cada um de acordo com a sua conduta".

No Evangelho de domingo passado, Jesus elogia a fé sobrenatural de São Pedro e, como sinal de aprovação, concede-lhe as chaves do Reino dos Céus para que conduza o rebanho de Deus à porta da salvação. Neste domingo, porém, a Igreja recorda o amor desordenado do mesmíssimo discípulo, que, apegado às coisas desta vida, tenta dissuadir Jesus do cumprimento de sua paixão e morte no calvário, o que lhe rende, em contraste com o elogio que ouvira anteriormente, as palavras mais duras de todo o discurso de Cristo. "Vai para longe, Satanás! Tu és para mim uma pedra de tropeço, porque não pensas as coisas de Deus, mas sim as coisas dos homens!", declara o Senhor a São Pedro.

Esse episódio da vida do primeiro Papa da Igreja ilustra bem a duplicidade de intenção que pode existir dentro da alma de um católico: por um lado, professa uma fé reta, enraizada na Tradição, nas Sagradas Escrituras e no Magistério; por outro, há nele uma afeição ainda demasiada às criaturas, pelo que não consegue dar passos generosos a caminho do sacrifício por amor a Deus. O amor revela-se imaturo porque não está formado pela santidade, ou seja, pela disposição de tudo vender e abandonar para seguir a Cristo e, junto com Ele, abraçar a cruz da redenção. Neste caso, o católico torna-se como São Pedro antes de sua grande conversão: na fé, pedra de edificação da Igreja, contra a qual as portas do inferno não prevalecerão; no amor, porém, pedra de tropeço, porque não ama a partir do coração de Deus, mas de maneira mundana.

Como deve ser, portanto, o amor de um católico? Essa é a pergunta fundamental do Evangelho deste domingo.

Em primeiro lugar, Jesus esclarece que o amor nasce de uma atitude de renúncia concreta. O católico precisa colocar-se atrás de Jesus, isto é, renunciar a si mesmo, tomar a cruz e segui-lO, a fim de alcançar a verdadeira salvação, pois aquele "que quiser salvar a sua vida vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de mim, vai encontrá-la."

Pedro hesitou diante do anúncio da Paixão porque ainda vivia de acordo com a lei da carne: "Foge da dor, busca o prazer". Trata-se da lei do mundo, da lei dos animais. Para um charreteiro guiar um cavalo, por exemplo, ele pode usar tanto a força do chicote como a sedução do alimento: este move o animal pelo prazer; aquele, pelo medo da dor. Mas em nenhum dos casos o cavalo será movido por amor ao seu dono. De igual modo, também os cristãos agem como animais, guiados pelas paixões, quando decidem não sofrer, quando decidem fugir das cruzes do dia a dia. A estes cristãos, Deus reserva as mesmas palavras de Cristo a São Pedro: "Seus pensamentos não são os meus pensamentos" (Is 55, 8).

O cristianismo é, sim, a religião do amor, mas de um amor que brota das chagas de Cristo na cruz. É no calvário que se encontra a maior lição de generosidade e caridade fraterna; por detrás das feridas de Jesus, havia um coração ardente em chamas que transformava toda aquela dor em alegria pela salvação das almas. Essas mesmas chamas devem incendiar o coração dos cristãos, a fim de que repitam o mesmo discurso do profeta Jeremias na primeira leitura deste domingo: "Senti, então, dentro de mim um fogo ardente a penetrar-me o corpo todo" (Jr 20, 9), e sigam o conselho de São Paulo aos romanos: "Não vos conformeis com o mundo, mas transformai-vos, renovando vossa maneira de pensar e de julgar, para que possais distinguir o que é da vontade de Deus, isto é, o que é bom, o que lhe agrada, o que é perfeito" (12, 2).

A meditação frequente da paixão de Cristo é um meio eficaz de se adquirir uma gratidão sobrenatural pelo amor de Deus como também a disposição para abraçar a cruz. As famílias, que se acham tão feridas por acusações constantes, deveriam ser as primeiras a imitar o exemplo do crucificado. Se pai, mãe e filhos começarem a meditar juntos sobre o sacrifício de Jesus, o próprio Senhor transformá-los-á, por meio dos sacramentos, em verdadeiros sacrários de santidade. Isso não é idealismo, mas promessa divina.

As contrariedades do dia a dia são ocasiões constantes para o exercício do amor a Deus. Nas famílias, por conseguinte, o bom católico pode tomar a cruz da paciência, da aceitação das pequenas injustiças domésticas, buscando perdoar em vez de vingar-se. As pessoas que não se dispõem a isso, porém, estão fadadas a terminarem "cheias de razão", mas sem qualquer família. Ora, a luz de Cristo deve irradiar no coração cristão a partir do amor ao próximo, da tomada generosa da cruz por meio de uma mudança completa de mentalidade, que não se conforma com as leis do mundo, mas somente com as leis de Deus.
A NADA MAIS DAR VALOR, SOMENTE A CRISTO!

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

CONVERSÃO PARA CRISTO SEMPRE É BOM

| Categoria: Testemunhos

Jovem agnóstico se converte à Igreja Católica através da arte sacra

"Depois de copiar as pinturas de Rafael e de Fra Angelico, descobri que o que fazia bonitas aquelas obras não era simplesmente a técnica, mas a espiritualidade por trás delas."

O Papa Bento XVI ensinou, certa feita, que "uma obra de arte pode abrir os olhos da mente e do coração, impelindo-nos rumo ao alto". Foi justamente o que aconteceu com Osamu Tanimoto. Filho de um engenheiro elétrico e de uma dona de casa, esse artista japonês descobriu a Fé enquanto estudava as obras clássicas do Renascimento, em Florença – e se tornou parte de um movimento global de artistas que estão redescobrindo a Igreja Católica.
Confira a seguir trechos de uma entrevista exclusiva concedida por esse jovem pintor ao site Regina Magazine.

O primeiro contato com a arte

Osamu, conte-nos sobre a sua vida no Japão e sobre a relação da sua família com as artes.
Fui criado em Tóquio, o caçula de três irmãos. Meu pai era professor de engenharia elétrica e minha mãe, dona de casa. Meu irmão mais velho é consultor e o outro trabalha em um banco. Minha família não tinha nada a ver com artes. Meu pai, principalmente, não entendia por que eu perdia meu tempo com isso... Era a impressão que ele tinha, até um dia ele perceber que as artes valiam a pena. Não posso culpá-lo por nada, porque toda a arte contemporânea confunde as pessoas e faz com que elas questionem se, afinal, os artistas não são apenas pessoas "fora da caixa" sem qualquer habilidade ou virtude. Eles não parecem pessoas à procura da verdade e da beleza.
Ainda que desde jovem eu fosse sempre entusiasmado com a arte, estudei educação na Universidade de Waseda, em Tóquio, para fazer a vontade do meu pai, que não queria que eu seguisse a carreira de artista.
Depois, mudei-me para a Temple University, para tentar estudar fora e seguir seriamente a profissão artística. Lá, encontrei meu primeiro professor de pintura a longo prazo, Walderedo, que retratou as florestas amazônicas e os americanos nativos. Comecei a reproduzir obras-primas, com as mesmas técnicas que eram utilizadas antigamente, como o afresco, a têmpera de ovo, a ponta de prata etc. No mesmo ano, entrei na nova Academia Russa de Arte, em Florença, para estudar desenho, pintura e composição. Fui treinado na tradição acadêmica russa e graduei-me em 2014 com o meu trabalho de conclusão The Return of the Prodigal Son ("O Retorno do Filho Pródigo"). Hoje, trabalho como professor na Escola de Arte Sacra, desde 2013.

O primeiro contato com a Fé

Vim a Florença atraído pela harmonia das obras renascentistas. Depois de copiar as pinturas de Rafael e de Fra Angelico, descobri que o que fazia bonitas aquelas obras não era simplesmente a técnica, mas a espiritualidade por trás delas.
Aqui, tive a graça de conhecer o escultor irlandês Dony MacManus, que depois se tornou meu padrinho. Foi ele quem me introduziu na história de Jesus Cristo, o homem que era Deus – não como um pregador, mas como um amigo. Muitas coisas que Jesus dizia eram surpreendentes e controversas, e o que a Igreja ensinava me parecia ir contra a corrente. Mas, do fundo do meu coração, eu via que essas coisas estavam certas.

A que você se refere?

Refiro-me a como a Igreja enxerga a relação entre o homem e a mulher no contexto do matrimônio, a como a razão e a fé dão as mãos uma à outra e caminham juntas. O que mais me impressionou e inquietou foi o mistério da Ressurreição. O fato de que qualquer sofrimento valeria a pena e, levado com fé, não deveria apagar a minha esperança, virou todo o meu mundo de ponta cabeça.
No Japão, eu era completamente alheio ao cristianismo. A religião cristã não é algo grande em meu país e, além disso, a sociedade é muito secularizada. Em Tóquio, por exemplo, as pessoas simplesmente nunca ouviram falar de Jesus Cristo. De alguma forma, isso me ajudou, porque, pelo menos, eu não tinha nada contra a Igreja quando escolhi (ou fui escolhido para) ser batizado.

Como a sua família reagiu à sua conversão?

Embora meus familiares não sejam religiosos – provavelmente têm alguma influência cultural do budismo e do xintoísmo –, eles respeitaram bem a minha escolha de conversão. O fato de minha tia também ser uma convertida pode tê-los ajudado a entender a minha decisão. Hoje, sou feliz que eles vejam e se alegrem com minhas pinturas – especialmente "O Retorno do Filho Pródigo" –, ainda que não sejam cristãos.

A arte sacra como caminho de conversão

"The Return of the Prodigal Son", óleo sobre tela.

Para você, então, a arte foi um caminho para entender a doutrina cristã?

Sim. Todos aqueles corpos representados na arte sacra me ajudaram a entender o conceito de "Encarnação". Os corpos são templos do Espírito Santo (cf. 1 Cor 6, 19) e o mais belo e nobre projeto criado por Deus.
A Capela Sistina, de Michelangelo, só faz sentido porque celebra a beleza do corpo humano no seu contexto espiritual. É claro que, depois de minha conversão oficial, cinco anos atrás, minha conversão ainda continua. Agora, eu crio obras de arte imitando basicamente a Deus, e isso me faz amadurecer na fé, porque, quando eu pinto um tema religioso, eu rezo mais. Para mim, a virtuosidade na arte e na vida crescem lado a lado.
A arte sacra foi a minha porta de entrada nos mistérios da fé. Ela tocou o meu coração e elevou a minha alma com a sua harmonia. Por exemplo, a "Anunciação", de Pontormo, o modo como o anjo se aproxima, e a doçura da expressão, da postura e das cores de Maria... Dentro dessa linguagem natural das obras de arte, abre-se todo um mundo sobrenatural. Essas pinturas e esculturas, mais do que científicas, são espirituais.
Posso dizer que eu era como o analfabeto na Idade Média – geralmente, eu via as imagens do Evangelho primeiro e só depois lia a passagem e entendia a história. Provavelmente, por entender as coisas visualmente, a arte cristã desempenhou um papel maior em ajudar-me a conhecer os Evangelhos.

A arte sacra como profissão

Você diz que a sua vocação como artista é "traduzir o Evangelho para a arte de hoje". Quais cenas da Bíblia você tem interesse em pintar?

Quero pintar quantas eu conseguir, uma por uma. A ressurreição da filha de Jairo é um episódio importante para mim porque também é uma história de conversão. Jesus a ressuscitou dos mortos. Ele fez o milagre. Essa é exatamente a experiência que eu tive quando me converti e é essa a beleza que eu quero comunicar. Também há outras realidades envolvidas nessa cena, como a surpresa dos discípulos e a alegria dos seus pais...

Você parece ter gastado um bom tempo pensando nisso...

Para mim, também é importante comunicar a extraordinariedade do evento. É claro, os discípulos tinham confiado no que Jesus estava dizendo e fazendo, mas a reação deles deve ter sido extremamente humana, simples e espontânea. A alegria dos pais da menina deve ter sido o máximo. Vale a pena visualizar especialmente esses aspectos emocionais em torno de Jesus. Eu espero que eles falem ao homem de hoje, aos que querem "ver para crer", como o Apóstolo Tomé quis ver Jesus e tocá-Lo, antes de acreditar que a Sua ressurreição era verdadeira.

A vida como católico em Florença

Como você leva a sua vida hoje, sendo um católico expatriado em Florença?

Estou vivendo em Florença há seis anos e meio. A melhor parte é que há tantas igrejas na cidade, e tantas delas bonitas, que eu posso escolher a qual Missa ir e no horário que quiser.
Ainda que alguns florentinos pratiquem a fé e outros não, a maioria está culturalmente familiarizada com os valores da doutrina da Igreja no cotidiano, como a caridade, a hospitalidade etc. As pessoas estão acostumadas a compartilhar as coisas e isso é bonito. Ao mesmo tempo, a sociedade de Florença é construída em uma ordem hierárquica bem rígida e há uma mentalidade legalista fortemente presente. Apesar disso, de alguma forma, aqui eu me sinto em casa, por causa da minha conversão à Fé.
Toda vez que eu vejo o afresco de Vasari na cúpula da Catedral de Santa Maria del Fiore, eu me lembro do meu batismo. Sei que, na prática, essa não é a minha casa, sou um estrangeiro e sempre serei. Eu me pergunto, porém, onde era a casa de Jesus. Nazaré ou a casa do Seu Pai? Certamente, também lá é o meu lugar.

Fonte: Regina | Tradução e adaptação: Equipe CNP

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

CATÓLICO (OU CRISTÃO) NÃO PODE SER MAÇOM

 | Categoria: Doutrina

A verdadeira razão pela qual católicos não podem ser maçons

Três séculos após a fundação da primeira Grande Loja Maçônica, os princípios dessa instituição continuam frontalmente incompatíveis com a doutrina católica.
Por Ed Condon [*] — O antagonismo recíproco entre a Igreja Católica e a Maçonaria está bem firmado e é de longa data. Durante a maior parte dos últimos 300 anos, as duas instituições têm sido reconhecidas, mesmo pela mentalidade secular, como implacavelmente opostas uma à outra. Em décadas recentes, a animosidade entre elas tem-se apagado da consciência pública em grande medida, devido ao menor envolvimento direto da Igreja em assuntos civis e à derrocada dramática da Maçonaria, tanto em números quanto em importância. Mas, por ocasião dos 300 anos da Maçonaria, vale a pena rever o que sempre esteve no "núcleo" da absoluta oposição da Igreja a esse grupo. Aparentemente, a Maçonaria pode não passar de um clube esotérico masculino, mas ela já foi, e continua sendo, um movimento filosófico altamente influente — e que impactou de modo dramático, ainda que sutil, a sociedade e a política modernas no Ocidente.
A história da Franco-maçonaria preenche, por si só, vastas páginas. A sua gradual transformação de guildas de pedreiros medievais em uma rede de sociedades secretas, com uma filosofia e um rito gnósticos próprios, pode ser lida com grande interesse. A versão mais recente da Franco-maçonaria teve início com a formação da Grande Loja da Inglaterra, em 1717, em um bar chamado Goose & Gridiron, próximo à Catedral londrina de São Paulo Apóstolo. Nos primeiros anos, antes que a Igreja fizesse qualquer pronunciamento formal sobre o assunto, muitos católicos já faziam parte da associação e a "diáspora" dos católicos e jacobitas ingleses foi crucial para espalhar a Franco-maçonaria na Europa continental. Ela chegou a se tornar, em alguns lugares, tão popular entre os católicos que o Rei Francisco I da Áustria serviu de protetor formal da instituição.
Mesmo assim, a Igreja se converteu na maior inimiga das lojas maçônicas. Entre o Papa Clemente XII, em 1738, e a promulgação do primeiro Código de Direito Canônico, em 1917, oito papas ao todo escreveram condenações explícitas à Franco-maçonaria. Todas previam a mais estrita pena eclesiástica para quem se associasse: excomunhão automática reservada à Sé Apostólica.
Mas o que a Igreja entendia, e entende hoje, por Franco-maçonaria? Que características fizeram com que ela merecesse uma tal condenação?
É comum ouvirmos dizer que a Igreja se opôs à Franco-maçonaria por causa do caráter supostamente revolucionário ou sedicioso das lojas. Está relativamente difundida a ideia de que as lojas maçônicas eram células essencialmente políticas para republicanos e outros reformistas, e a Igreja se opunha a elas para defender o velho regime absolutista, ao qual ela estava institucionalmente atrelada. No entanto, embora a sedição política eventualmente se sobressaísse na oposição da Igreja à Maçonaria, essa não era, em hipótese alguma, a razão originária de sua rejeição. O que Clemente XII denunciou originalmente não era uma sociedade republicana revolucionária, mas um grupo que propagava o indiferentismo religioso: a ideia de que todas as religiões (e nenhuma delas) têm igual validade, e que na Maçonaria estão todas unidas para servirem a um entendimento comum e mais elevado da virtude. Os católicos, como membros, deveriam colocar sua adesão à loja acima de sua pertença à Igreja. Em outras palavras, a proibição rigorosa da Igreja devia-se não a motivos políticos, mas ao cuidado com as almas.
Desde o princípio, a preocupação primária da Igreja foi a de que a Maçonaria submete a fé de um católico à da loja, obrigando-o a colocar uma fraternidade secularista fundamental acima da comunhão com a Igreja. A linguagem legal e as penalidades aplicadas nas condenações à Franco-maçonaria eram, na verdade, muito similares àquelas usadas na supressão dos albigenses: a Igreja vê a Franco-maçonaria como uma forma de heresia. Ainda que os próprios ritos maçônicos contenham um material considerável que pode ser chamado de herético — e até de explicitamente anticatólico, em alguns casos —, a Igreja sempre esteve muito mais preocupada com a filosofia geral da Franco-maçonaria do que com a ostentação de seus rituais.
Ao longo dos séculos XVIII e XIX, a Igreja Católica e o seu lugar de privilégio no governo e na sociedade de muitos países europeus tornaram-se objeto de crescente oposição secular e até mesmo de violência. Existem, é verdade, poucas evidências históricas — se é que as há — de que as lojas maçônicas tenham desempenhado um papel ativo no início da Revolução Francesa. De qualquer modo, a causa dos horrores anticlericais e anticatólicos da Revolução pode ser encontrada na mentalidade secularista descrita pelas várias bulas papais que condenam a Maçonaria. As sociedades maçônicas foram condenadas não porque pretendessem ameaçar as autoridades civis e eclesiásticas, mas porque uma tal ameaça, na verdade, constituía a consequência inevitável de sua existência e crescimento. A revolução era o sintoma, não a doença.
A coincidência de interesses entre Igreja e Estado, e o ataque a elas empreendido por sociedades secretas revolucionárias, foram mais claros nos Estados Papais da Península Itálica, onde a Igreja e o Estado eram uma só coisa. Assim que começou o século XIX, ganhou notoriedade uma imitação da Franco-maçonaria, de caráter revolucionário explícito e oposição declarada à Igreja: eles se chamavam de Carbonari ("carbonários", palavra italiana para "carvoeiros") e, em sua campanha por um governo constitucional secular, praticavam tanto o assassinato quanto a insurreição armada contra os vários governos da Península Itálica, sendo identificados como uma ameaça imediata à fé, aos Estados Papais e à própria pessoa do Pontífice Romano.
A ligação entre a ameaça passiva da filosofia secreta maçônica e a conspiração ativa da Carbonária foi explicada na Constituição Apostólica Ecclesiam a Jesu Christo, do Papa Pio VII, promulgada em 1821. Mesmo tratando e condenando a oposição aberta e declarada dos Carbonari à governança temporal dos Estados Papais, ainda assim era claro que a mais grave ameaça colocada por essas células violentamente revolucionárias era a sua filosofia secularista.
Ao longo de todas as várias condenações papais à Franco-maçonaria, mesmo quando as lojas financiavam ativamente campanhas militares contra o papa, como fizeram com a conquista de Garibaldi e a unificação da Itália, o que sempre constituiu a primeira objeção da Igreja à Loja foi a ameaça que ela representava à fé dos católicos e à liberdade da Igreja de agir em sociedade. O fato de os ensinamentos da Igreja serem minados nas lojas, e a sua autoridade em matéria de fé e moral ser questionada, era repetidamente descrito como uma conspiração contra a fé, tanto nos indivíduos quanto em sociedade.
Um cartum de 1891 mostra o Papa Leão XIII combatendo a Maçonaria.
Na encíclica Humanum Genus, o Papa Leão XIII descreveu a agenda maçônica como sendo a exclusão da Igreja da participação em assuntos públicos e a perda gradual de seus direitos como um membro institucional da sociedade. Durante o seu tempo como papa, Leão escreveu um grande número de condenações à Franco-maçonaria, tanto no âmbito pastoral quanto no âmbito legislativo. Ele sublinhou em detalhes o que a Igreja considerava ser a agenda maçônica, agenda esta que, lida com um olhar contemporâneo, ainda é de uma relevância surpreendente.
Ele se referiu especificamente ao objetivo de secularizar o Estado e a sociedade. Ressaltou em particular a exclusão do ensino religioso das escolas públicas e o conceito de que "o Estado, que deve ser absolutamente ateu, tem o inalienável direito e dever de formar o coração e os espíritos de seus cidadãos" ( Dall'Alto dell'Apostolico Seggio, n. 6). Também denunciou abertamente o desejo maçônico de tirar da Igreja qualquer forma de controle ou influência sobre escolas, hospitais, instituições de caridade públicas, universidades e qualquer outra associação que servisse ao bem comum. Também deu um destaque específico ao impulso maçônico de repensar o matrimônio como um mero contrato civil, promover o divórcio e apoiar a legalização do aborto.
É praticamente impossível ler esta agenda e não reconhecer nela a base de quase todo o nosso discurso político contemporâneo. O fato de muitos de nossos principais partidos políticos, se não todos, apoiarem tranquilamente essas ideias, e o próprio conceito de Estado secular e suas consequências sobre a sociedade ocidental, incluindo a pervasiva cultura do divórcio e a disponibilidade quase universal do aborto, tudo isso é uma vitória da agenda maçônica. E isso levanta questões canônicas muito sérias sobre a participação católica no atual processo político secular.
Ao longo de séculos de condenações papais à Franco-maçonaria, era normal que cada papa incluísse nomes de novas sociedades que compartilhavam da filosofia e da agenda maçônicas e que, por isso, também deveriam ser entendidas pelos católicos, nos termos da lei canônica, como "maçônicas". No século XX, isso chegou a incluir partidos políticos e movimentos como o comunismo.
Quando o Código de Direito Canônico foi reformado, após o Vaticano II, o cânon específico que proibia os católicos de aderirem a "seitas maçônicas" foi revisado. No novo código, promulgado em 1983 por São João Paulo II, a menção explícita à Franco-maçonaria foi retirada completamente. O novo cânon 1374 refere-se somente a associações "que maquine[m] contra a Igreja". Muitos entenderam essa mudança como um indicativo de que a Franco-maçonaria não mais era considerada má aos olhos da Igreja. Na verdade, os membros do comitê responsável pela reforma esclareceram que eles queriam se referir não apenas aos franco-maçons, mas a muitas outras organizações; a conspiração da agenda secularista maçônica tinha-se espalhado para tão além das lojas que continuar usando um termo abrangente como "maçônico" seria confuso. O então Cardeal Ratzinger emitiu um esclarecimento da nova lei em 1983, no qual deixou claro que o novo cânon havia sido formulado para encorajar uma interpretação e uma aplicação mais abrangentes.
Dado o entendimento cristalino, no ensinamento da Igreja, do que a conspiração ou a agenda maçônica incluem — a saber, o matrimônio como um mero contrato civil aberto ao divórcio à vontade; o aborto; a exclusão do ensino religioso das escolas públicas; a exclusão da Igreja do provimento de bem-estar social ou do controle de instituições de caridade —, parece-nos impossível não perguntar: quantos de nossos partidos políticos no Ocidente não estariam agora sob a proibição do cânon 1374? A resposta talvez não agrade muito aqueles que querem ver um fim para a chamada "guerra cultural" dentro da Igreja.
Mais recentemente, o Papa Francisco tem falado repetidas vezes de sua grave preocupação com uma infiltração maçônica na Cúria e em outras organizações católicas. Ao mesmo tempo, ele alertou contra a Igreja se tornar uma mera ONG em seus métodos e objetivos — perigo que vem diretamente dessa mentalidade secularista a que a Igreja sempre chamou "filosofia maçônica".
A infiltração maçônica na hierarquia e na Cúria tem sido tratada há muito tempo como uma espécie de versão católica do "bicho-papão" embaixo da cama, ou da paranoia macarthista com infiltrados comunistas. De fato, quando se conversa com pessoas que trabalham no Vaticano, rapidamente se descobre que, para cada dois ou três que riem dessa história, há pelo menos um que deparou diretamente com esse fato. Eu mesmo conheço pelo menos duas pessoas que, durante o tempo em que trabalharam em Roma, foram abordadas para se associarem. O papel das lojas maçônicas como ponto de encontros confidencial para pessoas com ideias e agendas heterodoxas mudou pouco desde a França pré-revolucionária até o Vaticano de hoje. 300 anos após a fundação da primeira Grande Loja Maçônica, o conflito entre a Igreja e a Franco-maçonaria nunca esteve tão vivo.
Fonte: Catholic Herald | Tradução: Equipe CNP
[*] Ed Condon é canonista e escreveu sua dissertação de doutorado sobre a história das sanções legais da Igreja contra os franco-maçons.

sábado, 12 de agosto de 2017

A CARNE DE NADA VALE

     O amigo leitor já deve ter se deparado com uma situação de óbito na família. Nela deve ter percebido que a vida terrena, temporal, finita, está condenada inexoravelmente a uma urna funerária ou à cremação. É a primeira morte que Jesus compara ao grão de semente que tem de "morrer" (ser enterrado) a fim de germinar, transformando-se em nova vida.
      Nesse contexto, que valor poderemos dar às coisas terrenas que perecem e apodrecem? Nenhuma, não é mesmo? Deus é espírito, como tal devemos adorá-lo e viver conforme o espírito. Em sua Carta aos Gálatas, o apóstolo Paulo nos ensina que "os que são de Jesus Cristo crucificaram a carne e com ela suas paixões e seus desejos." (5:24)
Ora, se Jesus enquanto humano tornou-nos um exemplo de conduta terrena, por que não seguimos o exemplo? Rezamos todos os dias? Agradecemos a Deus? Jejuamos? Fugimos de tentações? Procuramos ocupar nosso tempo com a leitura das sagradas escrituras, principalmente os evangelhos?
     Tudo nos convida à reflexão de que a vida eterna não tem preço, é uma dádiva de Deus. Para recebê-la devemos fazer o que estiver ao nosso alcance para viver os mandamentos divinos e praticar a misericórdia para com nossos semelhantes. Façamos tudo o que agrada ao Senhor. Com certeza vamos receber a coroa da vida.